SimplicidadeS

Armário Cápsula: minha experiência #1

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Oi amores, tudo bem com vocês?

Vocês sabem que tenho passado por uma série de mudanças em minha vida, certo? Essas mudanças tem a ver com meu jeito de ver as coisas, minha autoaceitação e a respeito de tudo o que considero importante para mim. E no meio disso tudo, a forma que me enxergo e me visto também sofreram transformações. E achei que elas foram MUITO positivas, tanto pra mim, como pras pessoas que, como eu, buscam se aceitar por dentro e serem mais satisfeitas com o que veem no espelho.

Enfim, olhei pro meu guarda-roupas cheio de roupas e não fiquei nada feliz com o que vi, e decidi que não precisava de tudo aquilo, não precisava de UM MILHÃO de roupas da moda. Eu precisava de estilo, de me conhecer e de usar tudo o que REALMENTE parecia comigo, e não de inúmeras roupas da moda, que eu guardava apenas pelo “prazer” de ter aquele guarda-roupas, mas que não refletia quem eu era.

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É aí que entra o ARMÁRIO CÁPSULA! Esse conceito se baseia em ter poucas peças no guarda-roupas (no máximo 50, contando com bolsas e sapatos!), mas que sejam peças que realmente você ama e que reflitam seu estilo. Essas peças podem ser trocadas a cada 3 meses, com a mudança das estações, mas continuando com a mesma quantidade e não podendo haver nenhuma compra nesse período. Me interessei em fazer isso, e me desafiei a deixar apenas 50 peças no meu guarda-roupas. Juro, foi mais fácil do que pensei! Não tive coragem de me desfazer das outras peças, mas guardei e só vou olhar para elas novamente daqui a 3 meses, quando poderei fazer as trocas no guarda-roupas, continuando com a mesma quantidade de roupas.

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Adorei a experiência e recomendo muito para quem quiser fazer uma mudança, priorizando as peças que mais ama e o seu estilo pessoal.

Num próximo post, vou mostrar algumas das peças escolhidas e as combinações que já fiz com elas.

Xero grande!

Divagações...

O dia em que decidi ser minha melhor amiga

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Sei que esse blog está parecendo um livro de Auto-ajuda, mas que atire a primeira pedra quem nunca leu Augusto Cury, nem que seja uma vez, e se apaixonou pelo que ele tem a dizer. Certo, não era sobre isso que queria falar hoje, então vamos direto ao ponto. Sabe, nunca gostei de mim mesma, nunca mesmo. Sempre achei que os outros eram melhores do que eu, que eu não tinha nada de especial, que era esse o motivo de não ter amigos, um namorado, enquanto minha irmã e as outras garotas ao meu redor eram as “popstars”, cheias de glitter e muito glamour!! 🙂 Então, resumindo, eu era a “última das mortais”, e todos os outros eram Britney Spears (antes da queda, deixo claro!).

Eu podia ter continuado assim, me menosprezando, me odiando, aceitando minha condição de “ser insignificante”, mas não quis me manter assim. E a vida me surpreendeu com uma fada-madrinha, melhor que a da Cinderela (tá?), chamada Maki e dona de um blog WONDERFUL, o Desancorando! Ela me ensinou, mesmo de longe, mesmo sem me conhecer, que SOU ESPECIAL, que sou merecedora de tudo o que for de bom no mundo, que sou linda, inteligente, sortuda, por ser assim, do jeito que sou. Essa garota abriu meus olhos, meu deu um tapa na cara, o melhor que já levei, me fez despertar para mim, para minha felicidade, para parar de olhar ao meu redor, para os outros, e começar a olhar para mim, para dentro de mim, me ajudou a me descobrir, e a gostar de mim.

Nunca vou poder agradecer a ela pelo que ela fez comigo, mas acho que essa é a melhor maneira de mostrar o quanto o que ela disse foi importante pra mim. Preciso dizer a você, que está aí do outro lado, que você é importante e especial, do jeito que és, e que você não precisa de um namorado, um amigo, de ninguém, pra te dizer isso, pois você que deve ser seu melhor amigo, sua fonte de inspiração, pois você se conhece como ninguém. Vamos parar de nos comparar com os outros, e vamos olhar para dentro de nós e descobrir a joia que temos, que somos. Eu, pessoalmente, estou adorando ser minha melhor amiga, me descobrir como sou, me aceitar, com meus defeitos e qualidades, e gostar de mim, antes de qualquer outra pessoa.

Vamos aceitar esse desafio, de sermos nossos melhores amigos, em vez de nossos maiores carrascos. Com certeza, não iremos nos arrepender, e corremos o risco, até, de não querermos mais nos deixar, certo? Seremos nossos melhores amigos, talvez pra sempre!

Xero grande!

Divagações...

Porque o mais importante é se amar – acima de tudo

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Na infância, era chamada de “cabelo ruim” pelos colegas da escola. Sua mãe a penteava, todos os dias, e prendia bem os cabelos para que nem um fio saísse do lugar, e assim ninguém risse dos seus cabelos “altos”. Na adolescência, tinha vergonha de ser muito magra, de ser uma “nerd”, de preferir os livros às festas, de seu ~ ainda ~ cabelo “alto”. E era, mais uma vez, alvo de “algumas” piadas, por ser “bv”, “feia”, “inocente”, “criança”, com todas essas aspas. Quando encontrou alguém que a amasse, continuou se sentindo estranha, pouco confiante, e sucumbia facilmente ao “você ficaria bem melhor com cabelo liso”, “você está tão gordinha” ou ao “a namorada de fulano é cheia e tem cabelo assanhado”. Por isso, emagreceu, mudou o cabelo e, com isso, sua essência, sua segurança, o pouco de confiança que ainda tinha na vida e em si. Anda por aí se comparando, se medindo, invejando, sendo “a recalcada de plantão”, sentimentos plantados por aqueles que, em não sabendo aceitar, julgam, maltratam, rebaixam, querem igualar o ~tão lindo~diferente. E sempre quis mudar mais, colocar silicone, sem loira, ter as pernas torneadas, e nunca, nunca mais, voltar a ser “a gordinha de cabelo assanhado”, ou melhor, tinha verdadeiro pavor disso tudo. Com a confiança minada, o cabelo alisado com muito formol e com a vontade de mudar cada vez mais o que era, ela foi seguindo sua vida. Por um tempo, pensou ser menor. Por um tempo, pensou que o amor era, para ela, um favor. Por um tempo sentiu que ser quem era, como Deus a tinha feito, era insuficiente. Que blasfêmia.

Mas naquele dia não. Naquele dia, por um “passe-de-mágica-de-fada-madrinha”, ela entendeu que aquele lindo cabelo comprido de raiz cacheada não era seu. Ou somente a parte da “raiz cacheada” que era sua. Com muito orgulho. E desse pequeno grão de orgulho, somado a um monte de meninas inspiradoras que, iguais a ela, tinham cabelo ruim (#IntimasdaRay), foi que a menina se transformou, e dessa vez bem mais do que esperava. De agora em diante, ela seria a “mulher-dos-lindos-cachos-rebeldes, a magrinha-que-ama-comer, a garota que se veste como gosta, sem precisar da opinião de ninguém. E dessa pequena transformação, veio a aceitação, e da aceitação, o amor. Um amor tão grande que a preencheu por inteira, desfez estereótipos, comparações, invejas e recalques, e que construiu confiança, autoestima, autoconhecimento e, ouso acrescentar, autoamor.

E pra essa menina que, como qualquer um de nós, aprendeu uma das mais importantes lições que a vida pode ensinar, o que veio a seguir foi tudo de melhor que pudermos desejar, pois dessa vez as vozes que a “objetivaram” não eram tão ouvidas, as críticas não a atingem mais e os elogios, antes tão raros, vieram com força total. A menina do cabelo-ruim virou uma mulher linda e cheia de vida, e como muitas outras por aí, se ama e deixa ser amada, porque merece.

As mudanças? Hoje ela não deseja mais! Pois se aceita e sabe que, de verdade, é linda do jeitinho que é. E assim ela foi feliz para sempre…