Divagações... · Estive Pensando

Sobre Procurando Dory e nossa necessidade de finais felizes

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Dia desses fui ao cinema assistir Procurando Dory com Davi (dia desses não, faz uns meses já!), e gostei bastante do filme. O enredo circunda a história de Dory, a peixinha que tem perda de memória recente. Ela é amiga do Nemo e do pai dele. Então, durante a história ela se perde deles, e acaba voltando ao lugar onde morava quando criança, com seus pais e amigos. Descobre que se perdeu dos pais, e a história se circunda em torno das descobertas que ela faz sobre seu passado e sobre a procura de Nemo e seu pai por ela. Não pretendo dar mais spoilers, e não é sobre o filme MESMO que quero falar. O que fiquei pensando ao terminar o filme, e todo mundo ficar bem e junto no final, é a vontade que temos de que tudo aquilo acontecesse conosco, que a alegria do filme passasse para a nossa realidade.

Explico. Moro numa cidade do interior da Paraíba. Aqui, também moram minha mãe, uma avó, uma tia e dois primos que adoro. A família do meu esposo inteira mora em outra cidade, a duas horas daqui, então apenas nos vemos nos fins de semana, uma vez por mês. Minhas irmãs, meu pai, e todo o resto das pessoas que mais amo mora beem longe, e só conseguimos nos ver por poucos dias, nas férias. Imagina como é difícil estar longe de todos, e não conseguir ter a “família unida” que sempre desejei!

Já pensei muito em me mudar, ficar mais perto das minhas irmãs, mas não seria possível, pois a família de Max moraria mais longe ainda de nós. Então, refletindo no fim do filme, fiquei pensando nessa necessidade que tenho de que tudo dê certo, que minha vida imitasse o filme e que todos os que amo, por um passe de mágica, pudessem morar perto de mim. Seria maravilhoso se eu fosse a Dory e toda minha família morasse aqui, nessa cidade, sabe? Isso me faz falta. A presença diária. Não contar os dias procurando feriados e férias, momentos fugazes pra matar uma imensa saudade.

Sei que isso pode ter ficado meio desconexo. Sei que é um desabafo pessoal. Mas sei também que cada um de nós tem um “happy ending” que deseja ser real, não é mesmo?

Por mais fins felizes de filme em nossas vidas!

Xêro grande!

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11 comentários em “Sobre Procurando Dory e nossa necessidade de finais felizes

  1. E eu fico com a frase final: Por mais fins felizes de filme em nossas vidas! – Amém!! eu também moro distante dos meus parentes, cerca de 12h de viagem de carro… o que ameniza bastante é o contato pela internet, mas é muito ruim nunca estar presente fisicamente…

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    1. Verdade Verinha… Minha família é imensa, toda vez que nos encontramos tem aqueles “arranca-rabos” haha. Sou muito unida com eles, principalmente minhas irmãs, então, sinto muuuita falta.
      Quanto a você, qual seria o “final feliz” que você procura?
      Xero amiga!

      Curtido por 1 pessoa

  2. Eu tive 18 anos da minha vida com minha família inteira presente. Tios, tias, primos, avós, todos unidos. Faz mais de um ano que não vejo mais minha família pessoalmente… isso dói quando eu penso nessa forma. Mesmo sendo difícil, pense que você ainda tem a oportunidade de vê-los com mais frequencia, quando não se tem mais nenhum meio a falta se faz muito mais presente 😦
    Beijão e força!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Verdade, Bru. Conversei com a Lis sobre isso, sobre a distância entre ela e o namorado, é muito difícil estar longe de quem se ama, né? E fico triste de ver como é comum isso… Tenho sorte de sempre arrumarmos um jeito de nos vermos! 🙂
      Xero grande!

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