Divagações... · Estive Pensando

Ter atitudes positivas – sobre lidar com pessoas difíceis

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Hoje não vai ter coerência, não vai ter solução pros problemas, não vai ter texto motivacional. Ou vai ter, sei lá. Vamos ver no que isso vai dar… Deixa eu te dizer uma coisa: nunca passei por grandes traumas na vida. Nunca sofri uma perda inesperada e irrecuperável, nunca me acidentei, nunca precisei lidar com grandes momentos de sofrimento ~ tipo doença, morte, pobreza, fome, etc. Mas, se tem uma coisa que sou especialista, é lidar com pessoas difíceis… Sim, desde que me entendo por gente, convivo com várias pessoas, bem próximas de mim, que podem ser consideradas BEM DIFÍCEIS. Pessoas agressivas, frias distantes, bipolares, difíceis de agradar, daquelas que falam coisas apenas pra magoar, sem razão alguma. Pessoas infantis, imaturas, que exigem uma CERTA DOSE de paciência, de compreensão e, porque não dizer, de coração.

Não conto as vezes que passei horas chorando, por ter sido magoada sem motivo, por ter sido injustiçada, agredida, até mesmo humilhada, desde a infância, desde que consigo me lembrar. E depois do choro, vinha também a revolta, o desejo de revidar, de me vingar, de falar algo a altura, só pra não ser a única a sair magoada e ferida na história.

E sempre ficava nisso: agressão → choro → revolta → mágoa... Muita mágoa acumulada, mesmo! Uma mágoa que impedia o perdão, que me dava medo de me aproximar de novo, que me dava vontade de manter distância, mas que também me dava uma tristeza gigante, uma sensação de solidão, uma vontade de que tudo fosse diferente.

Já na vida adulta, não sei se por saturação, por impaciência, por revolta mesmo, comecei a reagir de maneira diferente. Comecei a revidar, a “pagar com a mesma moeda”, a fazer “justiça” diante de tudo o que passei. Mas isso também não me deixava feliz… Ao contrário do que pensei, não me sentia “vingada” pelo que tinha feito. Apenas afastava as pessoas de mim, me afastava de quem amava, me tornando, porque não, um pouco parecida (ou muito) com elas. Fui infantil, meio “criança revoltada”, e essa não era a solução, não mesmo!

Estava cansada de engolir, cansada de lutar, cansada de me magoar. Cansada e triste! Sabia que não existiria solução na mágoa, na revolta, na vingança, mas onde estaria?

Ela estaria em duas palavrinhas que, depois de refletir MUITO sobre o assunto, descobri que não vinha praticando, ou se praticasse, não estava fazendo do jeito “certo”. Precisava das armas chamadas EMPATIA e COMPREENSÃO. Empatia pra entender que nem todos somos iguais. Nem todos nos preocupamos com o que vamos falar. Nem todos temos a mesma história de vida, os mesmos aprendizados, o mesmo nível de maturidade. E Compreensão pra conviver com cada um do jeito que é, me aproximando de quem é realmente importante, e mantendo uma “DISTÂNCIA SEGURA” de quem não preciso ser tão próxima assim…

Pensei que não fosse encontrar uma saída pro círculo vicioso em que estava vivendo, mas finalmente, encontrei! Percebi que devo me amar e me respeitar acima de tudo, me afastar quando estiver me magoando, me colocar em primeiro lugar. Mas, além disso, comecei a gastar tempo com ATITUDES POSITIVAS com essas pessoas, compreendendo, aceitando, me colocando no lugar delas. Notei que elas, por mais complicadas que sejam, merecem amor, atenção, respeito. E também tem muitas coisas boas pra me ensinar…

Aprendi, nessa minha jornada, que ser positiva comigo compreende ser POSITIVA com as pessoas ao meu redor. E espalhar essa “onda” de positividade, compreensão, bondade e empatia por todos os que conheço, não apenas aos meus “iguais”.

Obrigada Deus, obrigada mundo, por essa lição!

Espero que seja útil pra vocês, também!

Xero grande!

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5 comentários em “Ter atitudes positivas – sobre lidar com pessoas difíceis

  1. Também passei por isso. E estou aprendendo que me respeitar é muito valioso. Sentindo isso começo a ter mais atitudes positivas no sentido de não querer que o mundo ande no mesmo compasso. Eu estou num patamar e muitas outras pessoas não. Então, não fico querendo prender ninguém ao meu momento. Deixo fluir e procuro pensar com amor e respeito àqueles que sofrem por não saberem lidar com suas condições. E sigo sorrindo. Afinal com eles também aprendo muito e sou feliz por quem sou. Belo post, amei!

    Beijinhos

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    1. Que coisa mais linda que você disse!
      Às vezes é difícil entender que as pessoas tiveram vivências e experiências diferentes de nós, além de níveis de maturidade diferente…
      E essa perspectiva que temos, de que as pessoas tem que estar no mesmo compasso que a gente, o que simplesmente não existe! 🙂
      Xero grande!

      Curtido por 1 pessoa

  2. Tenho pensado TANTO nisso, Mari.
    Eu tive uma infância/adolescência de muita complacência também. Era muito passiva, e perdoava as falhas dos outros com uma facilidade tão grande, que começaram a usar e abusar disso.
    Um pouco depois de ter entrado na fase adulta, notei isso e fui pro outro extremo. Acabei me tornando uma pessoa amarga, que soava com revolta diante dos conflitos e que, consequentemente, não sabia mais lidar direito nem com os outros, nem com essa ‘nova’-eu-mesma.
    Hoje, acho que ainda falta muito, mas consegui trabalhar pra encontrar um pouco mais de ponderação e equilíbrio diante das minhas reações, tanto sobre os outros, como sobre as consequencias do que eu mesma ‘causo’.

    Ufa, que comentário imenso.. mas é só porque esse texto me fez enxergar melhor pra minha prórpia linha do tempo, e mais, me deu muita vontade de continuar cada vez mais encontrando o caminho das vibrações positivas!

    Super beijo

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  3. Acho que o principal na vida é ter paciência com os outros, e claro, ser gentil, pois gentileza gera gentileza. Estou fazendo o 49 dias de mudança, segundo a Kabbalah. Onde temos (aos poucos) transormar nós mesmos mara um mundo melhor! aqui: https://www.instagram.com/kabbalah_brasil/ eles postam os desafios diários… até o por do sol de hoje o desafio é “A energia de hoje é de Perseverança na Benevolência. Apenas hoje, vamos nos esforçar para fazer algo por outra pessoa, mas algo que queiramos fazer apenas para nós mesmos. ” Acho que todo mundo deveria tentar este desafio, pois só assim teremos um mundo mais harmonioso, com menos mágoas e mais gente se ajudando!
    Beijoooo ♥

    Curtido por 1 pessoa

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