Divagações... · Meus Escritos

Conto: Como uma onda no mar – Final

Oi amores…

Finalmente, o tão esperado final do conto: Como Uma Onda No Mar… Juro que me deu aflição isso, porque pensei em inúmeros finais, e inicialmente esse não era o que queria, mas achei que seria o mais “justo” com Catarina, sabem, quando escrevemos algo ficamos realmente comprometidos com isso, e sofri um pouco ao pensar em deixar a “doença” dela ser verdadeira…

Então, leiam por favor, e me digam o que acharam…

Tenho jeito para escritora???

Para facilitar, quem quiser ver as outras partes do conto, é só clicar na TAG – CONTO”…

Bjusss!!!

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Final

Seis meses depois…

Catarina se arruma para ir a faculdade, e igual a todos os dias, relembra de tudo o que aconteceu nesses dias: idas ao psiquiatra, remédios para controlar as “alucinações”, o apoio de sua mãe e irmão, a sensação de desconfiança, cada vez menos presente, mas ainda um pouco constante… Mas não era bom pensar nisso, pensou, tenho que seguir minha vida, superar o luto pela morte de meu pai, ser feliz e conviver com essa doença. Ao menos, nunca mais tive nenhum “surto”, falou em voz alta, já saindo do quarto. Na pressa, esqueceu de seu livro de filosofia e, ao voltar para pegá-lo, algo caiu de seu caderno: uma folha, aquela folha da intimação. Nesse momento, o mundo começou a girar, e ela relembrou do acontecido. Aquilo era real, aquele papel não era fruto de sua imaginação. E no momento que ia mostrar aquilo a sua mãe, escutou algo estranho, ela, falando ao telefone: -Sim, o julgamento dele será hoje. Não, amor, vai dar tudo certo, vou ficar com todo o dinheiro do banco, e poderemos recomeçar juntos. Te Amo.

Catarina não podia acreditar nisso! Dessa vez não era sua imaginação, era?

Só havia um jeito de descobrir, indo ao tal julgamento!

-Catarina, você ainda está aqui? – Disse Arthur, que acabara de chegar em casa.

-Sim, estou. Não tenho aula hoje, teremos que ir a um julgamento, a pedido de nosso professor. -mentiu. -Você me deixa lá?

E assim, partiram. Ao chegar, para sua surpresa e de Arthur, a mãe deles estava lá.

Catarina olhou para sua mãe e, entrando na sala de audiência, viu seu pai, na cadeira dos réus, e entendeu que tudo o que ela tinha visto, desde o início, era verdade. Ela nunca esteve louca, sua mãe mentiu para ela e seu irmão.

-Você pode explicar isso, mamãe? – ela disse – Agora nós sabemos quem é a louca da história!

E Catarina, a sonhadora, olhou para seu pai, agradecida por ter descoberto toda a verdade, e para seu irmão, que chorava, desolado. Mas ela não iria chorar agora. Não mais. Não antes de conseguir mudar toda essa história. Iria inocentar seu pai e fazer justiça. Não era louca, provara. E estava exatamente onde deveria estar…

Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia…”

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8 comentários em “Conto: Como uma onda no mar – Final

  1. Eu acreditei que ela estava mesmo louca, até o momento que o papel caiu no chão… Pensei, ela vai ter um surto de novo.
    Coitadinho do irmão dela, estava todo crente que a irmã tinha inventado tudo e era ele quem não sabia de nada, hein?
    Adorei Mari!

    Curtido por 1 pessoa

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