Divagações... · Estive Pensando

A favor da vida: Minha experiência na gravidez

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Oi amores…

Sei que andei sumida, mas vocês sabem, né? Carnaval em casa, família reunida, meu baby comigo o tempo todo, aí já viu! Não deu tempo e nem vontade de postar… #desculpem

Hoje vou deixar uma mensagem pra vocês sobre um tema meio polêmico, não se preocupem, pois quero deixar claro que será apenas uma opinião pessoal, baseada na minha vivência e “conhecimento de causa” sobre o tema! Que sério, Mari! Pois é, o tema é sério mesmo, pois trata de vida e morte, de destino, de escolhas que podem mudar o nosso rumo pra sempre… O tema é ABORTO! Digo novamente que não precisam ficar preocupados pois isso não vai ser uma crítica de duas folhas, ou algo do gênero… MUITO PELO CONTRÁRIO! Quero aproveitar essa “onda” positiva que paira no face e nas redes sociais em geral por aí, pra deixar minha experiência pessoal, e talvez “dar uma luzinha” pra que tiver precisando. Quem sabe você não está passando pelo que já passei?

Pois é… Lembro que era abril, que estava na casa de Max (meu namorado na época), tomando uma “pílula do dia seguinte”, uma de muitas que vinha tomando nos últimos dois anos (confesso, sempre fui muuuito esquecida pra contraceptivos), quando escutei uma voz, dizendo dentro da minha cabeça: “Dessa vez não vai adiantar!”. Juro, fiquei meio impressionada, e nos dias em que se seguiram “coloquei na cabeça” que ia engravidar, ou melhor, que já estava grávida.

Dizem que coração de mãe não se engana, né? Pois é! Os dias foram passando, e cada vez mais me convencia de que estava grávida, e cada pequena mudança no meu corpo, mesmo que imperceptível, mesmo que imaginada, era motivo de medo, de apreensão. E então, numa quinta-feira (dia 05 de maio de 2015), percebi que estava na hora de fazer um teste, que não podia mais esperar. E no dia seguinte, o resultado saiu: POSITIVO! Max (o namo) quase não acreditava, ele que sempre pensou que minha insistência era pura “paranóia”. Pra mim, foi apenas uma confirmação do que eu já sabia… E os dias a seguir foram bastante difíceis para nós, pra mim particularmente, pois não consegui contar pra as pessoas da minha família, não queria que ninguém soubesse, não queria aceitar que minha vida iria mudar, assim, por completo.

E assim, o tempo passou, e aos poucos fui contando pras pessoas a “novidade”, mas dentro de mim permanecia o dilema aceitação x rejeição… Não que não amasse meu bebê, eu amava, mas as emoções eram complexas, e encarar uma gravidez não planejada era, por vezes, difícil de aceitar…

E depois de 3 meses grávida, com muitos enjoos, e quatro quilos mais magra, aconteceu um fato que foi o “divisor de águas” em minha vida, o que iria mudar meus conceitos sobre tudo, pra sempre. Era junho, véspera de São João, e estava em casa quando percebi que algo molhado estava “ensopando” o colchão. Quando me levantei, vi que era sangue, MUITO sangue! Fiquei apavorada, e Max também! Só sabia chorar e dizer, uma vez, e outra, que tinha “perdido meu bebê”. Aquele bebê, que antes era motivo de dúvidas e dualidades dentro de mim, agora era muito desejado. O medo de perder meu bebê, ainda tão pequeno e indefeso, se mostrou imensamente maior do que quaisquer dúvidas sobre ele ser ou não desejado. Nesse momento, senti que desejava tê-lo MAIS DO QUE DESEJAVA QUALQUER OUTRA COISA NO MUNDO. Daí, foi hospital, médico informando que achava que eu tinha perdido a criança, e uma noite inteira deitada, aguardando pra fazer a ultrasson, chorando e orando a Deus, pedindo que ele não me tirasse meu filho. Senti uma culpa enorme, por todos os momentos em que duvidei de minha escolha de tê-lo, que chorei por medo de perder minha juventude, de não saber como criá-lo, de minha família não aceitar… E ali, naquele quarto de hospital, sozinha, com medo e dor, senti que era mãe de verdade, que queria meu filho mais que tudo, e que ele era uma bênção de Deus.

A noite se arrastou, e finalmente chegou o momento da esperada ultrasson. Deitei na cadeira ansiosa e apreensiva e, assim que o médico aproximou o equipamento e tocou minha barriga, algo apareceu na tela. O médico me olhou e fez a pergunta que eu nunca vou me esquecer na vida: “Você sabe o que é isso”? E quando olhei, era ele!!! Meu bebê estava ali, vivo, e bem!!!! Aquele foi o melhor momento da minha vida. E chorei mais ainda, de alívio, por ter meu filho seguro comigo, e agradecida, por Deus não tê-lo tirado de mim, mesmo que eu não o merecesse…

E então, daquele momento em diante, até hoje, amanhã e sempre, fiz uma promessa a ele, meu Davi, minha vida. Prometi desejá-lo em todos os momentos, minutos e segundos da minha vida. Prometi amá-lo e fazer por merecer tê-lo na minha vida. Prometi ser a melhor mãe que eu pudesse ser…

Não digo que foi fácil, porque não foi! Muitas vezes foi difícil, aguentar os enjoos, ficar deitada até o descolamento da placenta cessar, a barriga pesada, as tonturas, o parto, as noites maldormidas, os cuidados incessantes, as críticas, as cobranças… Mas tudo o que veio de maravilhoso compensou! Meu Davi é um menino lindo, grande, inteligente, saudável, amoroso, carinhoso, divertido, amigo, sorridente, enfim, é mais do que eu sempre sonhei pra mim… E eu o amo e não me arrependo nem por um segundo de tê-lo em minha vida!!!!

Então, amores, não estou aqui para julgar quem defende a causa, nem muito menos magoar ou “colocar o dedo na ferida” de quem já optou por isso. Quero mesmo, dar uma motivação, pra quem está numa situação difícil, e precisa de alguém que já tenha passado por isso, e que possa dizer que sim, vale a pena você ter seu filho. Olha, digo com toda a sinceridade de alguém que teve uma gravidez não planejada, e que quase perdeu seu filho, que sim, VALE A PENA ter seu filho, ele vai ser uma bênção na sua vida, vai te fazer uma pessoa realizada, mais amorosa, mais altruista. Não importa sua religião ou filosofia de vida, entenda que tudo acontece quando tem que acontecer, com um propósito específico e que todas as fases ruins passam. Garanto que, quando olhar para trás, não vai ter se arrependido de ter escolhido dar uma vida, não tirar, amar ao próximo, não apenas a você, e se doar a alguém que vai te dar todo o amor do mundo em troca.

Espero que não me julguem, nem minhas palavras. Fui sincera e quis apenas deixar claro que nem todas temos a chance de planejar uma gravidez, mas todas temos a chance de escolher amar nosso pequeno ser, e entrar para aquele pequeno grupo privilegiado chamado mãe!!!

Um beijo!!

#contraoaborto #afavordoamor #afavordavida

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10 comentários em “A favor da vida: Minha experiência na gravidez

  1. Nossa morro de medo de engravidar, na verdade nem quero ter um filho, mas sei que preciso.
    E não é porque não gosto de criança, pelo contrário ou adoro, mas é que não quero ter um meu sabe…sei lá, já tentei entender porque essa repulsa, mas não sei!
    Desculpa o desabafo

    Beijos

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    1. Eu entendo, Helen, com certeza! Cada ser humano é único, e temos nossa personalidade individual…
      Você poderia adotar! É um lindo gesto de amor!!
      Obrigada pelo comentário sincero, fico feliz quando as pessoas expressam suas opiniões…
      Bjuuss

      P.S.: Quem sabe se um dia você engravidar não vai amar? Os hormônios mudam muito e você poderia ficar “louca” pelo bebê na sua barriga! É algo muuuuito diferente e especial!! 🙂

      Curtido por 1 pessoa

    1. Muito obrigada!!! Tento ser sincera, porque quero que minha experiência possa ajudar outras pessoas que possam estar passando por uma gravidez difícil (de qualquer ponto de vista)… Sabe, nem todas as “gravidez” são iguais aquelas de “capa de revista” ou comercial, mas mesmo assim vale a pena ser mãe, e o que há em comum em todas é o amor que sentimos pelos nossos filhos, que é o sentimento mais inigualável do mundo!!!
      Bjuss 🙂

      Curtido por 1 pessoa

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